Carol por: Carlos Drumond De Andrade

carol
E agora, carol?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, carol?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, proptesta?
e agora, carol?
Está sem homem,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, carol?
E agora, carol?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
carol, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você consasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é dura, carol!
Sozinha no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, carol!
carol, para onde?
Esse poema (JOSE)de Carlos Drumond De Andrade adaptado por mim tem traduzido tudo que realmente tenho sentido nesses dias mas se Deus quiser eu sobreviverei!!!
segunda estou de volta!!!!
se Deus quiser.....

8 flores comemtaram!!!:
Oi nêga linda!Deus te dê uma semana iluminada e cheia de alegria,bjs
Oieeee!!! Estou esperando vc então ok? rsrsrs Volte logo com as novis!
carol e a barrinha de peso?
nao deu certo?
beijos
oie lindinha bjussssssssssss
espero pot novinho hj
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espero pot novinho hj
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